sábado, 28 de junho de 2014

A vitrine

Eu tenho medo de andar na rua
Mas eu o faço mesmo assim
Atravesso o asfalto
Passo na frente de vitrines

Uma delas me chama a atenção
O significado do seu produto
É tão profundo quanto o mar
E tão superficial quanto o solo

Ficar parado em frente a eles
Me fez ficar maluco
Ver que não havia ninguém atrás de mim
Não me acalmou, não me enervou

Meus ombros optam por ficarem caídos
As pálpebras pesam muito
Não me importo
Não tem ninguém aqui

Eu não gosto de ser sozinho
É só que eu fiquei muito bom nisso
E essa loja de espelhos
Me faz ver toda a minha habilidade

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