domingo, 13 de julho de 2014

Descrônicas #19



Depois de me distrair na compra de um livro, eu comecei a pensar: será que só quem julga pela capa, se engana? Assim como falo dos livros, falo das pessoas, objetos e até além deles. No meu erro, eu encontrei um livro com uma capa cuja arte era bela e sombria. Se já não bastasse esse encanto, ainda li sua sinopse e fiquei mais entusiasmado ainda. O mesmo sentimento gostoso da hora da compra do livro foi o que morreu no momento em que abri o livro e vi que não era do jeito que eu esperava. Ele tinha tudo que eu queria, menos o que eu precisava. É incrível. Mesmo com informações mais profundas sobre um livro, ou uma pessoa, o engano sempre será possível. Ninguém está livre de passar por isso. Retomando o livro. Ainda que estivesse desiludido, comecei a ler o livro. Toda aquela decepção, foi desaparecendo nas páginas que ilustravam um pai e um filho  numa aventura limitada em 280 páginas. O livro que tinha tudo para ser o maior arrependimento, se tornou o motivo de felicidade após me identificar com partes específicas, e aí então, ver que não tinha me enganado coisa nenhuma. Aquele era o livro certo, mas, pelo visto, eu era o seu leitor errado.

2 comentários: