domingo, 20 de julho de 2014

Descrônicas #26



Eu não aguento mais ficar na dúvida. Tantas incertezas que você me proporciona estão me fazendo ir à loucura. Minha cabeça está a mil, meu coração, novecentos e noventa e nove.  Por que é tão difícil só te largar num canto qualquer, e então, poder seguir o meu caminho antes obstruído por você? Você não me afirma. Você não confirma. Você não tem certeza? Você me faz supor o que quer que seja que você esteja pensando, e, princesa, isso me mata. Você acha que é legal duvidar do que eu sinto? Do que eu penso? Sabe que, de tão legal, até eu queria ter essas dúvidas? Mas, eu sei a resposta delas. Não faz sentido você procurar respostas para perguntas já respondidas, por mais que haja outras opiniões ao redor do mundo. Mas, o meu problema não é o mundo. Meu problema não é as outras opiniões. Meu problema, tão pouco, é a existência dessas dúvidas. Quer saber o que realmente incomoda? Eu te entrego a resposta. Eu a canto para você. Eu a escrevo para você. Eu a choro para você. Mas, a resposta nunca chega a você. Agora, é a minha vez de ter dúvidas: você não consegue entender a resposta? Ou você gosta de me ver como garoto de entregas, até o momento em que eu peça demissão?

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