terça-feira, 1 de julho de 2014

Descrônicas #7



Hoje, foram postas a minha frente as seguintes palavras: paixões, amor, conhecimento, compaixão, e por fim, vida. O objetivo dessa disposição foi para buscar palavras-chave para cada expressão dessas. Prontamente, tomei nota das minhas. Minha resposta para as paixões foi a palavra “finitas”. Nenhum tipo de paixão é eterna, seja ela uma pessoa, seja ela um objeto. Não importa o quão discordante você esteja, você sabe que é verdade. Não me entenda a mal, o que você está pensando será consertado logo no próximo item. O amor teve como resposta, a palavra “infinito”. Bom, o amor é o sentimento mais nobre e mais justiceiro que existe. Sua capacidade de fazer valer características marcantes de algo ou alguém acima de seus detalhes físicos e exteriores é sua verdadeira essência de infinidade. Tornar uma relação normal, digna de uma visão que alcança além de qualquer defeito e visa apenas melhorar a opinião sobre o avaliado. Grandes juras de amor, cartas sobre o mesmo, e até os poemas: são elementos que tornam o amor um grande infinito. O conhecimento nos leva a lugares inimagináveis, tanto físicos quanto metafóricos.  Mas antes de servir de passaporte, ele serve como suprassumo de informações – não me diga. A humildade adquirida com o decorrer do “conhecer”, transforma as pessoas. Faz a pessoa mais cética, começar a se colocar no seu devido lugar. Ninguém é melhor do que ninguém. A compaixão é o mais complexo. Ela representa um sentimento de libertação para quem sabe empregá-la com compreensão, que é a chave de seu uso, com a intenção de ajudar alguém. Entender o que uma pessoa passa é quase impossível, mas isso não pode nos impedir de nos colocarmos em seu lugar para ver o que teríamos que enfrentar, e, além disso, saber o que nós faríamos para resolver. A compaixão é vista por maus olhos, como uma demonstração de pena. Isso não pode existir. Se existe a pena, existe a arrogância, e se existe a arrogância, existe a escravização – do seu ego, é claro. E por fim, a vida. Nada pode encerrar melhor essa crônica, do que a simples palavra-chave que eu encontrei para esse pequeno vocábulo, e também é caracterizado por ser seu antônimo. Sim, me refiro à morte. Na vida, a única certeza que temos é que um dia a luz deixará nossos olhos, nossos corações deixaram de bater, o sangue de circular, o corpo de funcionar. A morte é a verdadeira descrição compatível com vida, por ser a única que está presente a todo o momento assim como ela. A vida é uma doença terminal, que tem 100% de chance de terminar em morte. Depois de ler isso tudo, já pensou em quais são as suas palavras-chave?

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