Hoje, foram postas a minha frente as seguintes palavras:
paixões, amor, conhecimento, compaixão, e por fim, vida. O objetivo dessa
disposição foi para buscar palavras-chave para cada expressão dessas.
Prontamente, tomei nota das minhas. Minha resposta para as paixões foi a
palavra “finitas”. Nenhum tipo de paixão é eterna, seja ela uma pessoa, seja
ela um objeto. Não importa o quão discordante você esteja, você sabe que é verdade. Não me entenda a mal, o
que você está pensando será consertado logo no próximo item. O amor teve como
resposta, a palavra “infinito”. Bom, o amor é o sentimento mais nobre e mais justiceiro que existe.
Sua capacidade de fazer valer características marcantes de algo ou alguém acima
de seus detalhes físicos e exteriores é sua verdadeira essência de infinidade.
Tornar uma relação normal, digna de uma visão que alcança além de qualquer
defeito e visa apenas melhorar a opinião sobre o avaliado. Grandes juras de
amor, cartas sobre o mesmo, e até os poemas: são elementos que tornam o amor um
grande infinito. O conhecimento nos leva a lugares inimagináveis, tanto físicos
quanto metafóricos. Mas antes de servir
de passaporte, ele serve como suprassumo de informações – não me diga. A
humildade adquirida com o decorrer do “conhecer”, transforma as pessoas. Faz a
pessoa mais cética, começar a se colocar no seu devido lugar. Ninguém é melhor
do que ninguém. A compaixão é o mais complexo. Ela representa um sentimento de
libertação para quem sabe empregá-la com compreensão, que é a chave de seu uso,
com a intenção de ajudar alguém. Entender o que uma pessoa passa é quase
impossível, mas isso não pode nos impedir de nos colocarmos em seu lugar para
ver o que teríamos que enfrentar, e, além disso, saber o que nós faríamos para
resolver. A compaixão é vista por maus olhos, como uma demonstração de pena.
Isso não pode existir. Se existe a pena, existe a arrogância, e se existe a
arrogância, existe a escravização – do seu ego, é claro. E por fim, a vida.
Nada pode encerrar melhor essa crônica, do que a simples palavra-chave que eu
encontrei para esse pequeno vocábulo, e também é caracterizado por ser seu antônimo.
Sim, me refiro à morte. Na vida, a única certeza que temos é que um dia a luz
deixará nossos olhos, nossos corações deixaram de bater, o sangue de circular,
o corpo de funcionar. A morte é a verdadeira descrição compatível com vida, por ser a única
que está presente a todo o momento assim como ela. A vida é uma doença
terminal, que tem 100% de chance de terminar em morte. Depois de ler isso tudo,
já pensou em quais são as suas palavras-chave?
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