quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Descrônicas #37 - Season Finale
Nós todos estamos sujeitos a passar por isso. "Isso o quê?". O tal recomeço que eu citei em vários outros textos, e volto a citar aqui hoje. Nenhuma relação é para sempre. Nada é para sempre. Mas existem as pessoas que gostam de nos fazer pensar o contrário, e, cara, elas são demais. Cada um desses seres tem um papel muito importante na sua vida. Uns fazem você gostar de si mesmo. Uns te ensinam a superar a dor da perda. Uns te ensinam a amar. Uns te ensinam a perdoar. Uns te ensinam incontáveis coisas. E ainda existe o caso mais raro: o que vai te fazer tudo isso. Mas, infelizmente, nenhum deles por te ensinar a não errar. Isso só depende de você, e no momento em que você fraquejar, eles vão te abandonar. Não, eles não desistiram de você. Você é quem desistiu deles. Seus erros e defeitos te fazem único, seja isso bom, seja ruim. O estrago está feito, por mais que você se arrependa. E é aí que você precisa mostrar que aprendeu alguma coisa com eles. Supere a dor da perda deles. Ame-os - por mais que não estejam aqui. Perdoe-os - independente de terem te magoado. Viva. Pode não ter sido a intenção deles desde o começo, mas, eles te fizeram tão bem que agora você pode viver em paz. Por experiência própria, aqui vai: obrigado por todo esse tempo maravilhoso e de todos os momentos gostosos - e das brigas, que guardarei apenas as reconciliações - que passamos juntos, princesa. Não consegui te salvar do mesmo jeito que fez comigo. Mas você sabe como eu sou, não é? Exatamente. Um pobre infeliz que não sabe pensar antes de agir. Sinceramente? Ela não é um concreto que me puxa pra baixo nesse oceano de depressão. Ela foi um
sinalizador que eu usei antes de me afogar. Alguém vai me achar. Espero
que eu me ache também. Mas, acima de tudo, espero que eu consiga aprender a viver submerso. Viver a todo custo, seja em terra, seja em água, seja em depressão. Um dia após o outro, sempre. Tudo que aprendemos com eles, e o que eu aprendi com ela, ficarão guardados. Não pense que eles te abandonaram. Até mesmo o mais sonoro Adeus pode dar lugar para o mais tímido Até logo. Eu? Eu espero que volte logo. Posso ter recebido vários Adeus, mas nenhum Até logo. No fim, eles não querem partir do mesmo jeito que não queremos que eles se vão. Aguardo ansioso pela volta dos que não querem ir.
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