sábado, 5 de julho de 2014

Descrônicas #11



Qual a dificuldade de uma garota tomar uma atitude quando a um cara? A cada dia que passa eu me convenço mais que a igualdade dos sexos não irá dar as caras nem tão cedo. O preconceito começa no momento em que o cara tem que chegar na garota, correr o risco de fazer papel de otário e ainda receber um não. Se as feministas estivessem realmente na procura de uma sociedade sem discriminação por gêneros, deveria começar a mostrar isso quando saem e encontram aquele cara boa pinta na balada. As moças dizem que não fazem isso por ficarem parecendo “fáceis”. Ah, me poupe. É por isso que elas possuem a imagem distorcida de que todo homem é um galinha que só quer dar uns amassos e depois te jogar fora. Os caras que viraram as vadias nessas situações, e as moças são os clientes exigentes. Não reclamo do direito de escolha das mulheres, mas do jeito que elas fazem. Nunca se sabe de onde irá vir o cara da sua vida, seja ele um rapaz que veio falar com você, seja ele um cara que você mesma puxou assunto. Não pode existir esse tipo de preconceito, afinal, somos todos humanos e no fim, sempre leva à reprodução. Portanto, moças, se vocês se virem rodeadas por caras bonitos, não esperem; homens gostam de coragem e de seguridade em uma mulher. E você? Concorda?

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Descrônicas #10



Por que temos medo? O que caracteriza o medo? Qual a função do medo? Ninguém sabe responder essas perguntas sem chegarem à elas novamente. O medo é uma emoção que nos faz ter sentimentos ruins, más vibrações sobre alguma coisa. Em outras palavras, o medo é o que faz desistir de várias coisas. Uma pessoa ter medo é normal até de mais, o estranho é quando um sujeito aparece no meio de uma praça e grita: eu não tenho medo de nada. Basta uma simples revelação da existência de uma arma, que o sujeito opta por sair correndo sem olhar para trás. Não existem pessoas sem medo. O mais perto disso, são as pessoas que aprendem a controlá-los, de forma que não interfiram em suas vidas. Eu gosto de pensar no medo como a emoção complementar do bom senso. Volta e meia ele irá atrapalhar a sua vida, mas nas outras irá te salvar de uma ou outra enrascada. O ser humano não gosta de sentir medo por achar que ele atrapalha o decorrer da vida, e impede experiências novas. Mas a parte em que todo mundo fecha os olhos, é onde o medo te salva de ir fumar aquele baseado com um amigo perto da casa dele, de fazer sexo sem proteção, entrar em uma briga com um cara 2x maior do que você. Percebem a introdução do bom senso? Mas, e você? Já fez sua listinha para saber se o seu medo é ajudante ou atrapalhado?

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Descrônicas #9



Crescer é uma obrigação que o tempo nos impõe. A cada ano que passa, nós temos mais e mais responsabilidades e deveres. A visão nebulosa da infância vai se desfazendo pouco a pouco, enquanto o adulto que deve existir em nós é formado. Todo mundo quer crescer, até o momento que eles crescem, e se arrependem. Crescer não é para ser divertido, não é para fazer você se dar bem na vida. Crescer é simplesmente uma meta que a vida nos aplica sendo muito mandona por isso. É claro que é doloroso. Abandonar nossas características jovens que vão dando lugar a novas características com certeza é algo meio que assustador. A cada dia que passa, nós nos perdemos mais em nós mesmos do que em qualquer outro lugar. Toda a inocência, os sonhos: tudo vai se perdendo com o passar do tempo. Existem hoje pessoas que se recusam a crescer, como na história de Peter Pan. O garoto que foi um garoto para sempre. Tantos problemas que chegam com a flor da idade realmente dão motivo para querermos ser mais um da turma da sininho. Não podemos chamar os vários “Peters Pans” que encontramos por aí de infantis, por mais que seja correto, mas sim, de pessoas que não querem abandonar sua inocência. No dia de hoje, um pouco de inocência faz falta, já que estamos sempre envoltos por responsabilidades, deveres, tarefas, trabalhos, contas: estamos deixando de viver como nós sempre sonhávamos quando crianças. E você? Está conformado com essa imposição da sociedade e vai crescer para se tornar um adulto? Ou você sonha com um pouco de pó mágico que possa te levar à terra do nunca?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Rapidinhas #15

Enquanto vocês reclamam de estar me perdendo
Eu comemoro na tentativa de me achar
O progresso ainda é pouco
As conquistas tendem a vir devagar

Rapidinhas #14

Será que isso vai mudar?
Será que eu consigo mudar isso?
Ou será
Que você cansou dos meus serás?

Descrônicas #8



Todos nós sempre tivemos coisas para nos arrepender. Uma oportunidade perdida, uma palavra dita: todas que nós preferíamos ter evitado. O remorso persiste na nossa cabeça, até que algo venha para nos fazer largá-lo de vez. Às vezes, um beijo perdido é consertado por um amasso alguns meses depois. Uma briga é consertada algumas semanas depois – basta que haja um motivo para ser consertada. Todos os momentos na vida tem uma possibilidade de substituição por algo melhor, e isso inclui os momentos desperdiçados. Existem também os casos onde uma sequência de momentos transforma algo belo em um sofrimento, e acabam com a essência de uma relação. Eu sempre quis poder voltar no tempo. Pode ver momentos preciosos acontecendo novamente, ver a história sendo escrita e já sabendo o seu desenrolo. Viajar no tempo e poder arrumar as besteiras que fiz, seria o meu desejo duradouro para toda a vida – e garanto que o de muita gente também. Mas, ao contrário do que muitos querem, eu não me aproveitaria disso para enriquecer, conseguir fama, e muito menos aproveitar-me de pessoas. Minha única missão como viajante no tempo, seria para aparecer logo a frente de mim mesmo de um período passado, e lhe estapear o rosto, dizendo as coisas terríveis que ele fez, e todo o mal que fez pessoas amadas sofrerem. Com certeza, eu me entenderia. Todos tem o dever de conviver com os seus erros, mas, nem todos tem o direito e nem possibilidade de consertá-los. Eu me sinto mal por todo o sofrimento que eu fiz uma pessoa importante passar, e agora, esse sofrimento cai sobre mim em forma de descaso. Nós sempre sabemos quando estamos errando, sabemos quando vamos errar. A única coisa que não sabemos, e a que faria muitos erros deixarem de ser cometidos, é onde isso vai gerar consequências, e quando. Se você pudesse voltar no tempo, o que você evitaria – ou o que faria?

terça-feira, 1 de julho de 2014

Descrônicas #7



Hoje, foram postas a minha frente as seguintes palavras: paixões, amor, conhecimento, compaixão, e por fim, vida. O objetivo dessa disposição foi para buscar palavras-chave para cada expressão dessas. Prontamente, tomei nota das minhas. Minha resposta para as paixões foi a palavra “finitas”. Nenhum tipo de paixão é eterna, seja ela uma pessoa, seja ela um objeto. Não importa o quão discordante você esteja, você sabe que é verdade. Não me entenda a mal, o que você está pensando será consertado logo no próximo item. O amor teve como resposta, a palavra “infinito”. Bom, o amor é o sentimento mais nobre e mais justiceiro que existe. Sua capacidade de fazer valer características marcantes de algo ou alguém acima de seus detalhes físicos e exteriores é sua verdadeira essência de infinidade. Tornar uma relação normal, digna de uma visão que alcança além de qualquer defeito e visa apenas melhorar a opinião sobre o avaliado. Grandes juras de amor, cartas sobre o mesmo, e até os poemas: são elementos que tornam o amor um grande infinito. O conhecimento nos leva a lugares inimagináveis, tanto físicos quanto metafóricos.  Mas antes de servir de passaporte, ele serve como suprassumo de informações – não me diga. A humildade adquirida com o decorrer do “conhecer”, transforma as pessoas. Faz a pessoa mais cética, começar a se colocar no seu devido lugar. Ninguém é melhor do que ninguém. A compaixão é o mais complexo. Ela representa um sentimento de libertação para quem sabe empregá-la com compreensão, que é a chave de seu uso, com a intenção de ajudar alguém. Entender o que uma pessoa passa é quase impossível, mas isso não pode nos impedir de nos colocarmos em seu lugar para ver o que teríamos que enfrentar, e, além disso, saber o que nós faríamos para resolver. A compaixão é vista por maus olhos, como uma demonstração de pena. Isso não pode existir. Se existe a pena, existe a arrogância, e se existe a arrogância, existe a escravização – do seu ego, é claro. E por fim, a vida. Nada pode encerrar melhor essa crônica, do que a simples palavra-chave que eu encontrei para esse pequeno vocábulo, e também é caracterizado por ser seu antônimo. Sim, me refiro à morte. Na vida, a única certeza que temos é que um dia a luz deixará nossos olhos, nossos corações deixaram de bater, o sangue de circular, o corpo de funcionar. A morte é a verdadeira descrição compatível com vida, por ser a única que está presente a todo o momento assim como ela. A vida é uma doença terminal, que tem 100% de chance de terminar em morte. Depois de ler isso tudo, já pensou em quais são as suas palavras-chave?