sábado, 26 de julho de 2014

Descrônicas #32



Às vezes chegamos ao limite. Às vezes confundimos nossas cabeças para fazê-las pensar que chegamos ao limite. Às vezes já passamos do limite há séculos, mas você faz coisas incríveis para manter a sua palavra de ir até o fim. Nossos pontos de colapso são desconhecidos por todos, e até mesmo por nós. Nós podemos estar à beira de ter um infarto, como também à beira de começar a chorar por causa de tudo que acontece. Ninguém é de ferro. Ferro não é vivo para poder representar um ser humano. Tantas vezes em que nós precisamos simplesmente gritar o suficiente para lesar toda a garganta ao ponto que não conseguiremos sequer respirar sem sentir dor. Somente nós temos o poder para decidir se algo deve ser levado ao limite, ou se deve ir além dele. Essas escolhas iram refletir em nossas vidas pelo resto de nossa existência. O simples ato de selecionar algo/alguém para nossas vidas, e ainda fazer deles indispensáveis para o nosso dia a dia, é maravilhoso. Isso é uma situação pessoal. Necessária muita confiança para que isso ocorra. Mas, e quando os nossos limites começam a pedir por misericórdia? Você está feliz sendo extremista desse jeito, mas, o seu limite não. Ele está triste, cansado, deprimido e se arrastando por aí; enquanto você brinca de se apaixonar ou de confiar. Só nós podemos reconhecer os nossos limites, e não quem chega até eles. Eles não podem ser vistos como destruidores de sonhos, e muito menos como aniquiladores de paixões. Pense neles como seus amigos, que sabem até onde você deve ir por alguém ou por alguma coisa. Ninguém está livre de passar por isso. Ninguém está livre de sofrer por isso. Apenas, concorde com os seus limites. Afinal, eles existem antes de qualquer coisa na sua vida. Não brinque de passar por cima deles. O que tem depois do limite, é a morte. Portando, aceite os seus limites, e, um dia, você conseguirá ir além deles.

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